quinta-feira, 17 de março de 2011

Qualquer alegria me diverte!




Lobby do Hotel Vier Jahreszeiten Kempinski com Rico e Ian

   "Qualquer alegria me diverte" este é o lema de Zé Maria, um amigo daqueles figura e super alto astral que tenho.  Só pensava nisso quando estava semana passada com minha prima Cecília e família em um hotel da juventude, em Bregenz, Áustria. O "youth hostel" era muito legal, quartos coletivos ou individuais, organizado, limpo, com direito a café-da-manhã e próximo ao nosso principal objetivo que era o Casino Bregenz. 

O contraste com o hotel que tinha deixado pela manhã em Munique onde me hospedei por dois dias em função de dois amigos brasileiros que ia encontrar, Rico e Ian, no entanto era gritante.  O Kempinski não era um 5 estrelas comum. Considerado o melhor hotel da Bavária, é um dos melhores de toda Alemanha.  Seu diferencial é o serviço, talvez por receber reis e príncipes desde 1897 num edifício mais antigo ainda.

Estava sem dúvida na companhia de amigos sofisticados, e neste ritmo passeamos bastante pela belíssima cidade de Munique super organizada e segura.  O ponto alto sem dúvida foi o jantar no extraordinário restaurante japonês Toshi que ficava na rua ao lado do hotel www.toshi.de.com. Seguramente o melhor fora do Japão que já tive o prazer de comer.

Situação engraçada foi a que passamos eu e Rico (Ian ficou no hotel após o jantar) quando caminhávamos pela rua no bairro mais agitado.  Uma moça e um rapaz nos abordaram e pediram para que eu entrasse numa pequena boate para pegar um carimbo que colocavam na mão da pessoa que entrava.  Perguntei porque e ela disse que o amigo tinha menos de 18 e ela tinha esquecido a identidade em casa, o que obviamente não parecia ser a verdade.   

Já gostando da aventura, peguei os 5 euros que a moça me deu para pagar a entrada e lá fomos eu e Rico entrar no lugar que ainda estava bem vazio devido a hora.  Na volta e com o carimbo na mão, vem a surpresa: a moça estava totalmente equipada com adesivos, capas de cd e canetas especiais para reproduzir o tal carimbo na mão deles.  Achei super engraçado e tirei a foto de recordação.





Próximos posts: vencendo no cassino, fantástica recepção de Bernhard e Cecília e Hong Kong!

Até breve!

Um dos belos edifícios de Munique
Visita ao campo de concentração Dachau, próximo a Munique.
Famoso estádio de futebol do Bayern de Munique rival do Borussia Dortmund do primo Bernhard

quarta-feira, 16 de março de 2011

Terra do sol nascente

  
   Passados 5 dias da tragédia no Japão onde aconteceu o maior terremoto registrado no mundo nos últimos 100 anos, volto a escrever no blog Flanador.  Esses dias foram, e ainda tem sido, agora pela questão nuclear, muito estressantes.  Logo nas primeiras horas após o terremoto seguido do tsunami consegui falar com meu irmão Hiraku por skype que mora na cidade de Saitama próxima a Tokyo ao norte.  Ele já tinha notícias de okasan, nossa mãe, que estava em Tokyo no momento do desastre e de Yutaka (irmão) que mora em Yokohama (sul de Tokyo) e estavam bem apesar de não puderem se locomover pois todos os trens estavam paralizados. 

Okasan iria neste dia dormir justamente na casa do filho e teve que ficar em Tokyo, assim como a esposa de Hiraku que estava no trabalho e teve que dormir por lá.  Yuta também não conseguiu voltar para casa.

A grande preocupação no entanto recaía sobre otosan (pai) que estava em Sendai.  Não tínhamos notícia alguma sobre ele e a apreensão tomou conta.  Sendai estava sem luz, água, telefone e gás.  Ninguém sabia a real situação e o alívio só veio 12 horas depois quando ele conseguiu chegar em casa e mandar uma mensagem que estava bem.

Sendai, a maior cidade atingida pelo terremoto e tsunami, é a cidade onde fui intercambista do Rotary em 1992 por 1 ano e deixei pessoas muito queridas como a família Kawabe da qual falei agora e vivi na sua casa como um filho.  Após quase 20 anos ainda mantenho contato e os considero como meus pais e meus irmãos.

Um dos principais propósitos desta volta ao mundo é justamente revê-los após 15 anos (estive novamente em 1996) e passar uns dias em Sendai relembrando o japonês e a vida que levei por lá.

Sou um admirador desse povo desde que lá vivi.  Não conheço gente mais educada, determinada, gentil, tranquila e paciente. Estou em contato com eles desde a tragédia e eu sou o mais preocupado, eles sempre me passando calma e de que tudo está bem para eu não me preocupar.  Como o skype tem vídeo, dá para ver que não é só discurso, está no semblante deles.  Admirável esse povo da terra do sol nascente.

Tentarei atualizar os acontecimentos de Madrid até agora Hong Kong.

Até breve!

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulheres Heroínas


   Qual mulher não é uma heroína?  Acho que nós homens devíamos render homenagens a vocês mulheres todos os dias.  Não só hoje no dia Internacional da Mulher.  Vocês que nos aguentam com nossas demandas de carinhos constantes, coompreenção a toda prova, perdão incondicional...

Digo: heroínas não são apenas as Frida's Kahlo, Joanas D'arc ou Santa's Catarinas de Alexandria, que lutaram pela liberdade, ensinaram, criaram arte e contribuíram para o desenvolvimento, cultura e riqueza do mundo.  Heroínas são todas vocês que tornam esse mundo possível de viver com sua doçura, seu amor e ternura.

Parabéns mulheres!

O Museo Thyssen-Bornemisza de Madrid homenageia vocês hoje com a exposição "Heroínas" que segue até o dia 5 de junho.

Até breve!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Come-se bem em Madrid?

Museo do Prado e acima exposição "Heroínas" em cartaz no Museo Thyssen-Bornemisza que inaugura amanhã
   Falaram-me que Madrid estaria para São Paulo assim com Barcelona para o Rio de Janeiro. Assim como me falaram que o mesmo se dava com Milão e Roma. Milão seria o centro financeiro e Roma mais solta, descontraída.  Adoro São Paulo, morei lá e acho uma cidade magnífica.  Mas para turistas o Rio é sem dúvida muito melhor, assim como foi Roma para mim.

Madrid no entanto não acompanhou esta lógica. Tudo bem que não fui a Barcelona que dizem ser maravilhosa, mas Madrid é belíssima! Histórica e cheia de monumentos, edifícios e palácio imponentes, vários museos importantes como o Prado, o Thyssen-Bornemisza e o Reina Sofia, é servida ainda por belas praças e parques.

A Plaza Mayor lembra as que vi em Roma só que como diz o nome talvez um pouco maior e muito agradável, impressiona e dá vontade de ficar admirando sempre um pouco mais.

Próximo à Plaza Mayor almocei no Restaurante Botin que foi indicado por meu amigo Rodrigo Suassuna o qual é anunciado como o restaurante mais antigo em funcionamento do mundo (1725).  Só por este fato e pela decoração do lugar já valeria a pena, mas o cordeiro assado é realmente muito bom e vale a pena.

E quem vem a Espanha e não prova uma Paella? Fiz esse sacrifício no restaurante La Barraca (Calle de La Reina, 29) que engana pelo nome já que é muito distinto e dispensa um excelente serviço.  Não sabia, mas aqui se faz Paella de muita coisa.  Pedi a marítima que estava excelente.  Aprovadíssima.  Em Madrid pode-se comer muito bem sim senhor!

Até breve!
Brasileiras se juntaram no passeio e que almoçaram comigo no Botin.  Acima: salão do restaurante, cozinha e o cordeiro assado.
Restaurante La Barraca onde pude experimentar a famosa Paella espanhola.

sábado, 5 de março de 2011

Ave Maria Madrid!


  Ouvi meu pai falar desta loja inúmeras vezes, tinha curiosidade em conhecer.  El Corte Inglés é uma bela loja de departamentos sem dúvida, e com um supermercado no subsolo tem quebrado meu galho magnificamente já que fica bem perto do meu hotel.

Fiquei surpreso no entanto com a mini orquestra de rua em frente à loja tocando Ave Maria de Shubert com dois violinos, violoncelo, teclado e voz.  Parei, filmei e paguei pelo show.  Aproveitem isso e alguns detalhes em fotos da belíssima e histórica Madrid pelo link

http://www.facebook.com/album.php?aid=284321&id=564997792&l=fa5535fa6e

Até breve!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Golfinhos e Pastel de Nata

     
   
   Como não poderia deixar de ser numa viagem dessa natureza, surpresas agradáveis e fatos inusitados já ocorreram desde a minha saída de Recife. 

Gustavo Satou em sua saga para encontrar sua namorada e minha amiga Nini Chung em Londres, já estava com ares de trama e com pinta que ainda teria alguns capítulos pela frente.

Encontro também dois amigos na hora do embarque: Gomes que seguia para Petrolina e Tiago Lima com sua esposa Helena que embarcaria no mesmo vôo para Lisboa.

Aproveito para conversar com Tiago, que entusiasmado com minha viagem, fala de livros, filmes e experiências que enriquecem meu roteiro.  Boa surpresa.

Outra boa surpresa foi viajar ao lado e conhecer Monica, italiana do nordeste da Itália que voltava de férias de Recife onde tem amigos. Monica visitou entre outras Natal e Pipa, onde se emocionou ao ver os golfinhos na praia do Madeiro tão próximos da costa.  Monica é treinadora desses simpáticos animais em um parque na Itália e para vê-los em seu habitat natural tem que navegar milhas adentro.

Muito simpática, desejou-me sorte em minha aventura após tomarmos um café com pastel de nata no aeroporto de Lisboa minutos antes do meu embarque para Madrid.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ver o Mundo

   começo hoje minha aventura.  Acho que sou um pouco supersticioso ou presto atenção demais em alguns detalhes.  Ultimamente reli por coincidência duas vezes uma citação do navegador Amyr Klink em seu livro Mar Sem Fim o qual já havia lido muitos anos atrás. Uma vez de link enviado por Fabiana Estevez grande incentivadora deste blog, e outra no livro Diário de Bordo de André Magalhães Homem de Mello que estou lendo e me acompanhará nesta viagem  (Tiago, ainda não deu tempo de comprar os livros que você me indicou, mas comprarei no caminho do aeroporto, muito obrigado).

Este texto diz muito do que sinto e traduz bem o propósito dos viajantes.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”